Leiria depois da tempestade: Impacto, união e superação

4 minutos

A 28 de janeiro, a cidade de Leiria, e não só, foi palco de uma tempestade de enorme intensidade, cujos efeitos deixaram marcas profundas na comunidade local.
Infraestruturas danificadas, habitações afetadas e negócios interrompidos são apenas algumas das consequências de uma calamidade que apanhou todos de surpresa e exigiu uma resposta rápida, solidária e resiliente.

Também a nossa organização sentiu, de forma direta e indireta, o impacto desta situação. Para além dos danos materiais, houve histórias pessoais de superação, momentos de incerteza e desafios inesperados que colocaram à prova a capacidade de adaptação de cada um.

Num contexto como este, é fundamental dar voz a quem viveu esta realidade na primeira pessoa.

É com esse propósito que entrevistámos o Nuno Dias, Chefe de Loja da Europeças de Leiria, um dos nossos colaboradores afetados pela tempestade — um testemunho que nos ajuda a compreender melhor a dimensão humana desta calamidade e a reforçar o espírito de união que nos caracteriza enquanto Grupo.


Nuno Dias
Chefe de Loja Europeças Leiria

A tempestade e o impacto imediato

Quando a tempestade Kristin atingiu Leiria, em que momento percebeste que a situação era realmente grave?

Sabia que ia ser uma tempestade bastante forte, mas nunca das dimensões que foi. Apenas percebi o poder da “Kristin” às 3.30h da manhã.

Que imagens ou situações desses primeiros momentos ficaram mais marcadas na tua memória?

A dificuldade em manter a calma e confiança perante as minhas filhas.

O impacto nas pessoas e na comunidade

Enquanto habitante de Leiria, como viveste esta realidade no teu dia a dia?

No dia seguinte, deparei-me com um ambiente de destruição, estradas cortadas, árvores caídas, ao ponto de demorar 2 horas e meia de casa à Europeças, percurso feito normalmente em 10 minutos.

A vivência enquanto colaborador da Europeças

Como colaborador da Europeças, como foi enfrentar esta situação sabendo que a loja e a equipa também tinham sido afetadas?

A 1ª semana sem luz e água foi difícil, na 2ª semana chegou a água (canalizada), mas a energia não, continuamos a ser abastecidos por um gerador que alugámos.

Na tua opinião, como foi a resposta da empresa perante esta situação de calamidade?

Foi imediata, começamos a tentar voltar à normalidade passadas 48 horas, depois de estancar a entrada de água no armazém. Recebemos também dois elementos da Base que vieram instalar um Starlink – pois continuámos sem comunicações duas semanas depois.

De que forma o apoio prestado pelo Grupo contribuiu para a recuperação da loja e para o bem-estar da equipa?

Até ao nível pessoal houve a preocupação em tentar ajudar – recebemos o apoio de dois geradores que alimentaram duas casas de colaboradores que continuam sem energia.

O impacto nos negócios e na região

Consideras que esta experiência reforçou o sentido de entreajuda entre empresas, colaboradores e comunidade local?

Sim, muitos dos problemas são comuns a todos os elementos da equipa da Europeças de Leiria, o que fez elevar muito o espírito de equipa e de entreajuda.

A reabertura da loja – um novo começo

O que representa esta reabertura para a equipa da Europeças em Leiria?

Foi importantíssimo voltar à rotina, os miúdos irem para a escola, nós para os nossos empregos, voltarmos a fornecer os nossos clientes, a pouco e pouco tudo a voltar ao normal…

Aprendizagens e futuro

Que aprendizagens retiras desta experiência, a nível pessoal e profissional?

A família fica ainda mais unida nas adversidades.

Apelámos aos Colaboradores do nosso Grupo para a doação de bens destinados à população local.
Conseguimos diversos contributos, que foram entregues à Cáritas de Leiria, para serem distribuídos por quem mais necessita. Bem hajam!

Partilhar

News